Meu amor,
são só meus medos.
E exponho todo tempo
porquê sou tão precavido,
por temer que venha nova
a tristeza que ja tive.
Meu amor,
é só assim,
que te posso digerir
e viver o que há em ti.
Meditando e a procurar
o que ser e o que não ser,
o que temer ou lhe mostrar
com o passo que disseres.
Meu amor não é dificil!
Não te sinta tão mal, não!
Complicado, se parece,
é que vivo em prisão.
Não sei eu mesmo que liberto-me.
Se quiseres libertar-me
estou aqui e te espero
que me tragas o que não
trouxe ninguem. Trará alguem?
Meu amor, trará você,
se não me trouxe nunca algum?
Há de ser tu excepcional?
Maior que todas há de ser tu?
Como há em todas uma maior?
Eu que nem peço perfeição.
Será eu que peço muito?