Neste espaço, apenas poesias que desisti de finalizar, e que estavam abandonadas por anos no computador, e que por isso, não foram para o blog Algo turvo.
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Teu universo

Um dia teu universo me chamou.
Me atraia.
E o busquei pelas atmosferas interessantes que me proporcionava a dúvida de não saber-te
e o cheiro de coisa boa que de ti saia
tambem o misterio que os teus passos envolviam.
Eu queria tanto saber por onde você andou
E queria saber tanto de sua poesia.

E tudo tinha uma certa cor
Dava sede
(Feito uma sede singela distinta de eu criança)
qualquer sutileza me dava sede.
Uma sutil: Os traços de suas mãos.
Uma serena: Teu interesse no universo das crianças.
Uma violenta: A mecânica de tuas cobranças.

Não sei porque é derrepente que se olha o antes, tão distante,
e o depois com sua discrepancia e dissonancia.
E se vê que,
no caminho, desandou-se,
e os passarinhos cantam, não o desamor,
Nem algo triste,
mas as mesmas notas de sempre,
desencontradas,
desinteresantes,
desatraentes.

Quando veio o dia em que, do nada, o que havia era simplesmente a rotina da rotina da rotina
Eu quis culpar alguma coisa que nao via...
e era tão ruim constatar a veracidade da oposição discrepante de dois polos tristes
O Antes e O Depois
Do interessante
Do estimulante
Da agonia.

Bem sei que ouve mais do que rotina pra matar nossa alegria
Bem sei que muita dor foi consumida por desleixo