Neste espaço, apenas poesias que desisti de finalizar, e que estavam abandonadas por anos no computador, e que por isso, não foram para o blog Algo turvo.
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Espera um pouco

Já que de grão em grão,
como que de repente,
far-se-a sensação
d'uma completa outra vida,
como tantíssimas vezes já fora,
embora a alma não amadureça
e as noites de sexta desesperem,
fazendo confundir
saudade com solidão,
por dentro me rendo e peço
pra que espere um pouco,
aquela tu, como fora comigo,
que em breve não será mais
nem a que egoistamente quis que fosse
nem a que mandei embora;


(...)
um eu


(...)
e eu que te mandei embora
entalo na garganta o quanto você era perfeita
(...)
ontem eu tive um alivio
tem dias que a noite é pesada

espera só mais um pouco aqui dentro
porque essa que guardo em breve será outra
e talvez nao a que eu queria que fosse
talvez um completamente distante das memorias que ficaram pra sempre
(...)
literalmente te matei

(...)
alivio  de que ninguem veio tomar teu lugar ainda
embora eu tenha querido enquanto um
enquanto outro alivio
(...)