Neste espaço, apenas poesias que desisti de finalizar, e que estavam abandonadas por anos no computador, e que por isso, não foram para o blog Algo turvo.
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A Vizinha

- Eu gosto dele pra fazer o que?
- por que como quem gosta de um brinquedo,  pensa no que lhe vai ser útil, e projeta a ação de usar. Por exemplo sua boneca, que ela sabe exatamente como proceder. Contando com os excessos de joga-lá do alto da janela do seu apartamento, só pra ver como é.

Com ele, ela não perguntou quase nada pra dentro e era só bem bom quando ele passava no corredor dia que a mãe deixava a porta aberta. Tão gostosinho de sentir. Bom de ficar olhando aquela aparência curiosa.

E por que ele era assim? Daquela forma que a mãe certa vez até comentou pela cozinha com alguém sobre aqueles vizinhos onde o mais estranho era aquele que parecia năo fazer muita coisa da vida.

Quando uma vez a mãe meio que conversou com uma menina, talvez irmã dele, do apartamento vizinho, ela espiou, viu rede, ele meio assanhado, sujo, que nem ela, só de calcinha, almoçando, deitado mas nem dormia. Como ela queria.

Depois viu a janela que dava prum campo bem verde e ensolarado com um rio e garças.

Ela gostou muito!

E aí a mãe voltou pra casa, a levou pra dentro.

Durante muito tempo esqueceu de pensar no vizinho
até que um dia não soube mais como fazer, e não fez.

E ele passava vazio.
E essa história morreu bem pequenininha no meio de muitos pensamentos que vieram posteriormente na cabeça de uma menina que cresceu.