Neste espaço, apenas poesias que desisti de finalizar, e que estavam abandonadas por anos no computador, e que por isso, não foram para o blog Algo turvo.
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A grandiosidade da Vida

Eu vi
num mendigo que escrevia poemas
num ‘maluco’ que tirou as roupas e saiu correndo
no olhar do neném que de tão profundo me desconcertou
Nisso ela veio dizer como é grandona!

Não voei pelo universo, crosta, estratosfera,
nem trafeguei inteiro o solar sistema,
Seguindo e percebendo
que quanto mais se segue
mas há pra se seguir.
Também não viajei pra ver as cataratas, o grand canion, ou qualquer outro país.

Tão pouco foi ouvindo a tia falar daquela coisa estranha e boa que lhe foi deus.


A grandiosidade da vida
Foi por ver certo olhar.
e ter o olhar certo pra ver.
Os de um cão.
Os de um choro - quando um morreu e não se creve em em deus por alguns segundos.
Nas relações tão pequeninhas: Da mulher que não se entende nem se prevê.
   Do homem que tem pé mas não se guia.
O tamanho do crer no quão tão bom fosse o Brasil ganhar a copa.

Eu, querendo abarcar,
com pretensão de criancinha,
na arte, todas essas vidas,
tão profundas – para quem pára e observa unicamente-
sanei de leve algunas feridas.

Tantas vezes parecia de vir frustrado no fim minha tentativa.
Eu contemplei.
Sentei e contemplei.
Outra vez,
Sentei e contemplei.
E mais outra,
Sentei e contemplei.
Não rezei, não previ, não me conti, nao me detive.
A paisagem da vida
Muito muito
pode dizer tantas coisas
sem dizer coisa algum
se você quiser ouvir.