Neste espaço, apenas poesias que desisti de finalizar, e que estavam abandonadas por anos no computador, e que por isso, não foram para o blog Algo turvo.
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Saudade

A saudade que não pode ser,
nem pode vir, e vem...
Saudade inerente a quem
não consegue levar um pesar assim tão longe...

Que guarda as magoas num canto tal
dispostas a tornarem só pra não se poder viver
dispostas a se guardarem pra um dia haver de querer
algo que tardou de sentir e que não pode mais ser.

Tal saudade
tarda de vir quando se quer,
volta pra ser quando não se é
o melhor pra um ou outro.

ah! saudade que vem!
porque vem em tão infeliz hora?
porquê vem a me deixar
sentindo esse desejar que não pode acontecer?

ah coisa ingrata!
De sentir, de ter de sentir,
tão previsivel de acontecer,
tão passivel de me deixar tão pequeno,
tão inexprimivelmente pequeno para com as coisas intangíveis dos sentimentos,
dos instáveis e ironicamente aleatórios sentimentos.