Neste espaço, apenas poesias que desisti de finalizar, e que estavam abandonadas por anos no computador, e que por isso, não foram para o blog Algo turvo.
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Sobre paixão

Hersinho: Companhia de cachorrinho de estimação.
As pessoas sentem o sentimento de sozinho ainda assim.
Mas quase nada haver com a semântica de solidão, isso é diferente de não acompanhado.
Um tal sozinho que não é solidão.
Quero nunca pousar sobre o ser sozinho do tipo ursinho ao dormir.
Desse tipo é o que todos inevitavelmente, por coisa pouca, jogam fora.
Mais ou menos parecido com o que se sente por pai e mãe:
Amar, amar, ama-se, mas pode-se passar dez anos sem ver.
E se diz, afim de compensar qualquer culpa,
que o referido está da maneira mais presente: "dentro do coração".

Esse ''querer'',
particulamente,
é um dos que me dá mais medo!

Não é 'obrigar' o melhor verbo
mas Hersinho suga com destreza um carinho inevitavel.
Mas que todavia não incita o querer mor.
O querer dos quereres.

É por isso que Hersinho precisa ouvir repetidas vezes,
E desconfio que vá alcançar assimilações muito a passos de formiga,
Ainda mais que es assim tão em sí mesmado,
mais que ouvir, precisa crer,
que ele precisa trazer urgentemente
a dor de uma topada grande de mindinho, em quina de mesa,
para o imaginário coletivo que dele se faz.